Produtos e Nichos

Produtos em alta: o que vender na internet para aumentar suas vendas em 2026

Por Marina Correa

4 horas atrás
Empreendedora analisando produtos em alta para vender online, organizando mercadorias e preparando pedidos para e-commerce.
Produtos em alta na internet são aqueles que apresentam crescimento consistente de demanda, boa aceitação do público e vendas contínuas ao longo do tempo, indo além de modismos passageiros. Categorias como moda, eletrônicos, beleza, casa e decoração, saúde, acessórios e mercado pet concentram grande volume de vendas por atenderem hábitos recorrentes de consumo.

Vender online exige atenção constante aos movimentos do mercado e à forma como o consumo evolui.

Nesse sentido, estar a par dos produtos em alta é fundamental para atuar de forma mais estratégica, ter mais segurança na hora de montar ou expandir seu catálogo e construir um negócio mais competitivo.

Acompanhar as tendências de produto ajuda reduzir riscos, direcionar melhor os investimentos e aumentar as chances de acertas nas escolhas que realmente geram vendas e trazem lucro.

Neste post, vamos abordar quais são os destaques no setor de e-commerce, como identificar oportunidades e implementá-las na sua loja.

Confira!

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O que significa um produto estar “em alta” na internet

No e-commerce, um produto estar ‘’em alta’’ não significa apenas viver um pico rápido de atenção nas redes sociais ou aparecer com frequência em anúncios por um curto período.

Esse termo está ligado a itens que apresentam crescimento real de demanda, boa aceitação do público e um volume de vendas que se mantém ao longo do tempo, mesmo após o primeiro impulso de interesse.

São produtos que começam a aparecer com mais frequência nas buscas, ganham espaço nos catálogos e passam a fazer parte da rotina de compra do consumidor.

A diferença entre uma tendência passageira e algo sustentável está justamente na continuidade.

Um item viral pode vender muito em poucas semanas e desaparecer logo depois, deixando estoque parado e margem comprometida.

Já um produto em alta de forma consistente costuma atender a uma necessidade clara, resolver um problema recorrente ou se encaixar em novos hábitos de consumo.

35 produtos em alta para vender em 2026

Acompanhar as tendências de produtos é imprescindível para atualizar a sua estratégia de mix, antecipar as necessidades do consumidor e sair na frente da concorrência, mantendo-se relevante no e-commerce.

Confira quais itens estarão em alta em 2026.

1. Lâmpadas inteligentes e dispositivos de automação residencial

Produtos como lâmpadas inteligentes com controle por aplicativo e assistentes de voz estão crescendo porque os consumidores brasileiros desejam soluções que ofereçam mais conforto e economia de energia.

A automação residencial tem se tornado mais acessível, impulsionada pela expansão da conectividade e pelo interesse em casas conectadas.

2. Câmera de segurança Wi-Fi e fechaduras eletrônicas

Artigos de segurança conectados continuarão com bom potencial de vendas, o que se deve à preocupação constante das pessoas com proteção doméstica e facilidade de monitorar ambientes à distância, especialmente em grandes centros urbanos.

3. Itens premium para pets

O consumo pet amadureceu e passou a priorizar conforto, estímulo cognitivo e longevidade do animal.

 Itens premium para pets

Camas ortopédicas e brinquedos interativos deixaram de ser vistos como supérfluos e passaram a integrar a rotina de cuidado, sobretudo entre tutores de pets idosos ou que passam muito tempo sozinhos.

4. Cosméticos naturais e itens de skincare orgânicos

O avanço dos cosméticos naturais reflete um consumidor mais atento à composição e à transparência das marcas.

Produtos orgânicos e veganos ganham espaço por associarem autocuidado a escolhas conscientes em rotinas de skincare contínuas.

5. Alimentos e bebidas funcionais

A alimentação saudável é um comportamento que tem se consolidado no Brasil, com consumidores buscando itens que aportem benefícios nutricionais e bem-estar.

Alimentos e bebidas funcionais

Snacks ricos em fibras, bebidas energéticas naturais e probióticos são exemplos de produtos que ganham espaço pela combinação de conveniência e valor agregado

6. Produtos que promovem bem-estar mental e relaxamento

Itens como difusores de aromas, velas terapêuticas e planners de organização pessoal estão ganhando atenção porque o foco em saúde mental influenciou o consumo.

Assim, mais pessoas estão buscando ferramentas que auxiliem no alívio do estresse e ajudam na rotina de autocuidado.

7. Wearables com foco em saúde

Dispositivos vestíveis que monitoram passos, sono e outros sinais vitais mantêm crescimento porque combinam tecnologia com interesse crescente em indicadores pessoais de saúde.

Os principais clientes desses itens são os indivíduos ativos e voltados à prevenção.

8. Raquetes e acessórios de padel

O padel é um dos esportes que mais cresce no Brasil, com uma base de jogadores em rápida expansão.

Isso está impulsionando a procura por raquetes, grips, bolas e acessórios específicos, que são procurados tanto por amadores quanto por entusiastas que compram online pela conveniência e pela maior oferta de opções especializadas.

9. Cremes corporais com ativos específicos

O cuidado corporal passou a adotar a mesma lógica do skincare facial, com consumidores buscando ativos específicos e resultados mensuráveis.

Cremes com niacinamida, vitamina C ou ácido hialurônico se destacam por atender demandas claras, como uniformização da pele e hidratação profunda.

10. Purificadores de ar portáteis

A preocupação com qualidade do ar em ambientes fechados impulsiona a venda de purificadores compactos, ideais para apartamentos, home offices e quartos infantis.

Purificadores de ar portáteis

11. Iluminação para criadores de conteúdo

Ring lights e painéis de LED se tornaram parte essencial da estrutura de quem produz conteúdo, vende online ou atua com social commerce.

A demanda compreende microempreendedores, influenciadores e marcas que dependem de imagem de qualidade para converter.

São produtos com alto apelo visual, decisão rápida e excelente desempenho em marketplaces e redes sociais.

12. Sneakers e tênis híbridos (streetwear + utilitário)

Os tênis híbridos refletem a convergência entre moda, conforto e funcionalidade.

O consumidor busca calçados que acompanhem múltiplos contextos, do trabalho informal ao lazer, sem comprometer estilo.

No ambiente digital, esses produtos se destacam quando associados a lifestyle e uso real, reduzindo trocas e fortalecendo o valor percebido.

13. Ferramentas e equipamentos domésticos especializados

A procura por soluções que simplifiquem a manutenção da casa elevou a demanda por ferramentas multifuncionais e equipamentos automatizados.

Aspiradores robô e utensílios multifuncionais especializados atendem a um consumidor que valoriza tempo e eficiência.

14. Bolsas com estrutura moderna (square totes e utilitárias)

Bolsas estruturadas e utilitárias ganham destaque por responderem à necessidade de organização e praticidade no cotidiano urbano.

Modelos com múltiplos compartimentos e design funcional atraem consumidores que priorizam uso real sem abrir mão de estética.

15. Vestuário funcional tech-comfort

Roupas com tecidos tecnológicos atendem a um consumidor que transita entre trabalho, lazer e atividade física ao longo do dia.

Proteção UV, secagem rápida e elasticidade avançada deixaram de ser diferenciais técnicos para se tornarem critérios de escolha.

Esse vestuário se destaca por permitir argumentação baseada em benefício concreto, o que reduz a subjetividade da compra e melhora a taxa de conversão.

16. Produtos para ergonomia no home office

A consolidação do trabalho híbrido mantém alta a procura por suportes ergonômicos, cadeiras compactas, apoios de pés e mesas ajustáveis, focados em conforto e prevenção de dores.

 suportes ergonômicos, cadeiras compactas

17. Garrafas térmicas inteligentes

Modelos que mantêm temperatura por longos períodos ou indicam hidratação por sensores se destacam por unir saúde, tecnologia e consumo consciente.

18. Equipamentos de treino funcional em casa

Itens compactos como elásticos, kettlebells ajustáveis, tapetes inteligentes e acessórios multifuncionais mantêm crescimento pela praticidade e baixo custo logístico.

19. Brinquedos educativos com foco em tecnologia

Kits de robótica, programação básica e lógica seguem em alta por atenderem pais que buscam aprendizado prático e preparo para o futuro digital.

20. Produtos para cuidados íntimos e bem-estar feminino

Absorventes reutilizáveis, coletores menstruais, cosméticos íntimos naturais e itens de saúde feminina ganham espaço com comunicação mais aberta e educativa.

coletores menstruais

21. Organizadores de cabos e eletrônicos de alta densidade

Com mais dispositivos por residência, cresce a busca por soluções eficientes para organizar fios, carregadores e hubs, especialmente em home offices.

22. Brinquedos colecionáveis para adultos

Miniaturas, action figures e itens de cultura pop seguem em alta por atenderem nostalgia, decoração e coleção, com público fiel e boa disposição a pagar mais.

Brinquedos colecionáveis para adultos

23. Produtos para organização financeira pessoal

Planners financeiros físicos, cofres inteligentes e ferramentas de controle doméstico ganham força em um cenário de maior preocupação com orçamento e planejamento.

24. Acessórios para leitura e estudo prolongado

Suportes ergonômicos para livros, luminárias focadas em leitura, marcadores inteligentes e capas protetoras crescem com o retorno do hábito de leitura e estudo contínuo.

25. Produtos para hobbies manuais

Kits de pintura, bordado moderno, cerâmica artesanal, tricô e DIY atendem consumidores que buscam lazer offline e atividades relaxantes.

26. Bolsas e acessórios em crochê moderno

O crochê ganha releituras contemporâneas, com foco em moda urbana, sustentabilidade e produção manual de alto valor agregado.

27. Produtos para personalização de ambientes

Adesivos removíveis, painéis decorativos e soluções temporárias para aluguel atendem um público que quer identidade sem reformas.

28. Equipamentos compactos para exercícios de baixo impacto

Itens voltados a alongamento, mobilidade e recuperação física ganham força com públicos que evitam treinos intensos.

Equipamentos compactos para exercícios de baixo impacto

29. Bolsas e acessórios em crochê moderno

O crochê ganha releituras contemporâneas, com foco em moda urbana, sustentabilidade e produção manual de alto valor agregado.

30. Itens para café especial em casa

Moedores manuais, balanças compactas, filtros reutilizáveis e acessórios para preparo artesanal acompanham o crescimento do consumo de cafés especiais.

31. Jogos de tabuleiro modernos e compactos

Jogos rápidos, estratégicos e fáceis de aprender seguem em alta por atenderem lazer doméstico e socialização sem telas.

Jogos de tabuleiro modernos e compactos

32. Cerâmicas utilitárias feitas à mão

Canecas, pratos, bowls e copos artesanais valorizam o consumo de peças únicas e funcionais, com forte apelo para público que busca exclusividade.

33. Produtos para conforto visual e proteção ocular

Óculos com filtro de luz azul, luminárias com ajuste de temperatura de cor e acessórios para reduzir fadiga visual crescem com o uso intenso de telas.

34. Produtos para cuidados com plantas de interior

Além de vasos, crescem itens como sensores simples, ferramentas específicas e suportes decorativos para plantas indoor.

35. Tênis para corrida

Modelos voltados a amortecimento, estabilidade ou performance seguem em alta com o crescimento da corrida de rua.

São produtos de maior ticket, decisão mais racional e excelente potencial quando bem descritos, com foco em tipo de pisada, terreno e nível do corredor.

Tênis para corrida

Como identificar produtos em alta antes da concorrência

Identificar produtos em alta antes da concorrência exige sair do óbvio e aprender a ler sinais de mercado ainda em fase inicial.

Ferramentas como o Google Trends ajudam a perceber movimentos embrionários quando um termo deixa de ser pontual e passa a mostrar crescimento contínuo ao longo de semanas ou meses — em especial quando esse aumento não está ligado apenas à sazonalidade.

Cruzar essas informações com variações de busca por termos relacionados (e não apenas pelo nome do produto) permite entender se o interesse é estrutural ou apenas um pico momentâneo impulsionado por mídia ou eventos isolados.

Sinais dentro dos marketplaces

Nos marketplaces, a análise deve ir além da aba de “mais vendidos”.

Avaliar novos anúncios semelhantes surgindo em curto espaço de tempo, itens com aumento rápido de avaliações recentes e perguntas repetidas nos comentários revela uma demanda que está se formando.

Outro sinal relevante é a entrada de vendedores menores apostando no mesmo tipo de item.

Geralmente, isso é um indicativo de que o produto começou a performar bem em testes iniciais.

Observar preço médio, frequência de reposição de estoque e crescimento do sortimento dentro de um mesmo nicho ajuda o lojista a identificar oportunidades antes que o mercado fique saturado.

Movimento orgânico nas redes sociais

Já nas redes sociais, o foco não deve ser apenas em conteúdos virais, mas na constância de menções e no surgimento espontâneo do produto em diferentes perfis, normalmente fora de ações publicitárias.

Quando consumidores começam a mostrar o uso real, fazer comparações ou pedir recomendações nos comentários, há uma evidência clara de tração orgânica.

Monitore o volume de anúncios pagos sobre determinado item, pois o surgimento de creators especializados falando do tema e o aumento de buscas por “como usar”, “vale a pena” ou “diferença entre” indicam que o produto está migrando de curiosidade para intenção de compra.

Categorias de produtos mais vendidos da internet

As vendas online se concentram em categorias que se adaptam melhor à compra digital, impulsionadas por hábitos recorrentes, conveniência e facilidade de escolha pelo consumidor.

Acompanhe, a seguir, quais são os segmentos mais aquecidos do mercado atualmente.

Moda

A moda se mantém entre as categorias mais vendidas online pela combinação de variedade, atualização constante e forte apelo visual.

De acordo com dados da ECDB, mais de 20% de toda a receita do setor de moda no Brasil é gerada em canais digitais.

Apenas no mês de novembro de 2025, a categoria registrou um faturamento de 11 bilhões de reais.

O ambiente digital favorece a descoberta de novos estilos, marcas e tendências, além de permitir comparação rápida de preços e condições, algo decisivo para o consumidor.

A lógica de lançamentos frequentes também estimula visitas recorrentes às lojas virtuais.

Outro fator relevante é o comportamento de compra influenciado por redes sociais, criadores de conteúdo e vitrines digitais.

O consumidor pesquisa, salva referências, compara e retorna para compras, muitas vezes mais de uma vez.

Isso torna a categoria especialmente interessante para quem trabalha bem posicionamento, conteúdo e diferenciação de mix.

Camisetas básicas

Exemplos de produtos mais vendidos em moda:

  • Camisetas básicas e estampadas
  • Vestidos casuais e de verão
  • Calças jeans e pantalonas
  • Conjuntos confortáveis (moletom, lounge wear)
  • Tênis casuais e sneakers
  • Moda íntima e underwear
  • Moda fitness
  • Acessórios de vestuário (cintos, lenços)

Eletrônicos e tecnologia

Quando se fala em o que vender na internet, os eletrônicos também aparecem como protagonistas.

Segundo uma pesquisa da Admitade, esta é a segunda categoria mais popular entre os consumidores brasileiros, com 22% das vendas nacionais, perdendo apenas para o setor de moda.

Esses itens têm se tornado cada vez mais essenciais para o dia a dia, seja para trabalho, estudo, entretenimento ou conectividade, o que colabora para uma demanda constante.

A complexidade dos itens, como smartphones, também incentiva o cliente a pesquisar antes de tomar uma decisão, processo facilitado em marketplaces e lojas virtuais.

Some-se a isso o acesso a promoções exclusivas e cupons de desconto, que barateiam o preço final dos eletrônicos comprados virtualmente.

Ademais, em se tratando de mercadorias de alto valor, muitos brasileiros preferem recebê-las em casa, visando a sua segurança.

Fones de ouvido sem fio

Exemplos de produtos mais vendidos em eletrônicos:

  • Smartphones e acessórios
  • Fones de ouvido sem fio
  • Smartwatches e pulseiras inteligentes
  • Carregadores e cabos
  • Caixas de som Bluetooth
  • Ring lights e iluminação LED
  • Suportes para celular e notebook
  • Teclados e mouses

Beleza de cuidados pessoais

Beleza é uma das áreas mais fortes do e-commerce por unir consumo recorrente e alto nível de pesquisa pré-compra.

Conforme um levantamento da Worldpanel by Numerator, o ramo lidera o e-commerce de bens de consumo no Brasil, representando 38% das vendas online e alcançando 17,5% dos lares brasileiros.

Skincare, maquiagem e cuidados capilares se beneficiam de descrições detalhadas, avaliações de outros consumidores e demonstrações em vídeo, que reduzem a insegurança da compra online.

Além disso, o consumidor tende a repetir marcas e produtos quando tem uma boa experiência, o que contribui para recompra e fidelização.

A busca por soluções específicas, como tratamentos, rotinas ou benefícios, impulsiona vendas contínuas e abre espaço para nichos bem definidos dentro da categoria.

Exemplos de produtos mais vendidos em beleza:

  • Produtos de skincare (limpeza, hidratação, tratamento)
  • Maquiagem facial e para olhos
  • Produtos capilares (shampoos, máscaras, óleos)
  • Cosméticos naturais e veganos
  • Perfumaria
  • Itens de higiene pessoal
  • Aparelhos elétricos de beleza
  • Kits de autocuidado

Casa e decoração

Produtos para casa e decoração têm desempenho expressivo no e-commerce porque muitas compras envolvem itens volumosos ou difíceis de transportar, como móveis, luminárias e eletrodomésticos pequenos.

As vendas nessa categoria cresceram 30% em junho de 2025, segundo dados da Joompulse.

Comprar online oferece comodidade, entrega direta em casa e facilidade de comparar tamanhos, cores e estilos, fatores que tornam o canal digital mais atraente do que lojas físicas.

Vale ressaltar ainda que os brasileiros frequentemente planejam melhorias no lar de forma gradual, adquirindo produtos conforme surgem novas necessidades, datas comemorativas ou projetos de renovação.

Esse comportamento cria oportunidades para vendas recorrentes, pacotes de produtos complementares e aumento do ticket médio.

Especialmente quando o e-commerce oferece catálogos variados e inspirações visuais de uso, que ajudam o cliente a decidir com mais segurança.

Utensílios de cozinha

Exemplos de produtos mais vendidos para casa e decoração:

  • Utensílios de cozinha
  • Organizadores domésticos
  • Itens de iluminação decorativa
  • Almofadas e capas
  • Tapetes e cortinas
  • Luminárias e abajures
  • Eletroportáteis
  • Quadros e objetos decorativos

Saúde e bem-estar

A preocupação do brasileiro com a qualidade de vida impulsionou as vendas em saúde e bem-estar nos últimos anos.

Conforme um levantamento do Grupo Stefanini, 51% dos brasileiros destacaram os itens dessa categoria como prioridade de compra.

A recorrência é um dos grandes diferenciais do segmento.

Produtos de uso contínuo estimulam recompra, além de apresentarem uma demanda menos sazonal e mais previsível ao longo do tempo.

Suplementos alimentares

Exemplos de produtos mais vendidos em saúde e bem-estar:

  • Suplementos alimentares
  • Vitaminas e minerais
  • Produtos para sono e relaxamento
  • Itens de alongamento e mobilidade
  • Equipamentos de treino leve
  • Massageadores elétricos
  • Produtos ortopédicos
  • Itens de autocuidado mental

Acessórios

Os acessórios figuram entre os campeões de venda por envolverem decisões de compra rápidas e, muitas vezes, impulsivas.

Segundo dados da ECDB, o segmento de bolsas e acessórios obteve um faturamento de 3,56 bilhões de reais em novembro de 2025.

São itens que complementam outras compras, têm grande variedade de estilos e costumam ter menor barreira de preço, o que facilita a conversão.

A flexibilidade do mix também contribui para esse cenário.

Pequenos lançamentos, edições limitadas ou variações de design ajudam a manter o catálogo sempre atrativo.

CAPINHAS DE CELULAR

Exemplos de produtos mais vendidos em acessórios:

  • Bolsas e mochilas
  • Carteiras e porta-cartões
  • Relógios
  • Bijuterias e joias minimalistas
  • Óculos de sol
  • Capas para celular
  • Cintos e chapéus
  • Necessaires

Produtos pet

O mercado pet se destaca devido ao fato de atender a uma necessidade constantemente e emocionalmente envolvida.

Donos de animais tendem a buscar praticidade, reposição rápida e confiança nos produtos, fatores que favorecem a compra online.

De acordo com um relatório da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), o Brasil é o terceiro maior mercado do mundo em consumo de ração.

Portanto, a recorrência de itens como alimentação, higiene e acessórios cria um ciclo de compra previsível.

O consumidor também costuma ser fiel quando encontra soluções que funcionam bem para o seu pet, o que fortalece a relação com a loja e reduz o custo de novas vendas.

Rações e petiscos

Exemplos de produtos mais vendidos para pets:

  • Rações e petiscos
  • Areias e tapetes higiênicos
  • Brinquedos interativos
  • Camas e acessórios de descanso
  • Produtos de higiene
  • Coleiras e guias
  • Comedouros e bebedouros
  • Suplementos veterinários

Itens para o dia a dia

Os artigos de uso cotidiano, como utensílios domésticos, alimentos e material de escritório, vendem bem porque suprem necessidades simples de maneira prática.

No geral, o consumidor busca conveniência, reposição rápida e economia de tempo, sobretudo para itens que não requerem grande envolvimento emocional na decisão de compra.

Recentemente, o setor também tem crescido com a ajuda dos serviços de assinatura e reposição automática, que permitem que os clientes recebam o que precisam sem ter que lembrar ou reorganizar suas compras manualmente.

Produtos para home office

Exemplos de produtos mais vendidos do dia a dia:

  • Utensílios domésticos básicos
  • Material de escritório
  • Produtos de limpeza
  • Alimentos não perecíveis
  • Organizadores pessoais
  • Itens descartáveis
  • Produtos para home office
  • Artigos de papelaria

O que você precisa saber antes de vender produtos na internet

Antes de apostar em qualquer produto, é essencial entender que demanda sozinha não garante lucro.

Vender na internet exige analisar custos, operação e posicionamento, pois um item em alta pode se tornar inviável se margem, logística e estratégia não estiverem bem estruturadas, causando prejuízos para o seu bolso.

Entenda como esses fatores impactam seu negócio.

Margem de lucro

Em primeiro lugar, é preciso analisar a margem de lucro de forma realista, considerando não apenas o custo do produto, mas taxas de marketplace, meios de pagamento, impostos e eventuais devoluções.

Produtos com alta demanda podem esconder margens apertadas, o que limita escala e inviabiliza investimentos em marketing e crescimento sustentável.

Custos de frete

O frete impacta diretamente a conversão e o resultado financeiro.

Peso, volume e distância alteram drasticamente o custo final, e o consumidor brasileiro é sensível a esse fator.

Avaliar se o produto permite frete competitivo ou estratégias como subsídio parcial é decisivo para manter a operação saudável.

Concorrência

Os seus conhecimentos sobre a concorrência devem ir além do preço.

É fundamental observar quantidade de vendedores, nível de profissionalização, qualidade das ofertas e força das marcas já posicionadas.

Mercados saturados exigem caixa, eficiência operacional e diferenciação clara para evitar disputas que corroem a rentabilidade.

Diferenciação

Mercadorias semelhantes disputam atenção o tempo todo no e-commerce.

Diante disso, é necessário apostar em diferenciais competitivos capazes de atrair a preferência dos clientes.

É possível se diferenciar por meio de venda de kits, curadoria, comunicação mais clara, benefícios adicionais ou experiência de compra superior.

Sem um motivo concreto para o cliente escolher sua loja, a tendência é competir apenas por preço.

Fornecedores

A confiabilidade do fornecedor interfere no estoque, prazo e reputação da loja.

Trabalhar com parceiros consistentes, com qualidade padronizada e capacidade de reposição, reduz rupturas e evita problemas no pós-venda.

A escolha de bons parceiros colabora para a sustentabilidade crescimento do negócio, enquanto parcerias ruins trazem instabilidade, travando a sua operação.

Logística

A logística determina como vai ser a experiência do cliente após a compra.

Prazos previsíveis, embalagens adequadas e processos bem definidos diminuem custos operacionais e reclamações.

Ao vender produtos com logística complexa, esteja ciente de que eles demandam estrutura, tecnologia e parceiros preparados para manter o nível de serviço.

Pós-venda

O pós-venda influencia na recompra, reputação e Custo de Aquisição de Cliente (CAC) no longo prazo.

Trocas, devoluções e atendimento precisam ser tratados como parte da estratégia, não como exceção.

Operações que resolvem problemas com agilidade constroem confiança e transformam clientes ocasionais em recorrentes.

Produtos em alta x margem de lucro: como equilibrar

Nem sempre os produtos mais vendidos na internet sustentam o caixa do negócio.

Itens em alta costumam atrair mais concorrência, pressionar preços e elevar custos indiretos, como mídia paga e taxas de marketplace.

Sendo assim, antes de escalar vendas, é recomendado mapear todos os custos envolvidos, da comissão da plataforma ao impacto do frete no preço final, e entender se o volume necessário para compensar margens apertadas é, de fato, viável para a operação.

Para obter equilíbrio, o ideal é construir uma estratégia comercial com precificação inteligente e posicionamento.

Em alguns casos, vale trabalhar produtos de alta demanda como porta de entrada, compensando a margem com itens complementares mais rentáveis ou com recompra recorrente.

Já em outros, ajustar embalagem, fornecedores ou modelos logísticos pode ampliar o lucro sem afetar a competitividade.

O foco deve estar na sustentabilidade do negócio, não apenas no giro de vendas.

Como montar um mix de produtos usando itens em alta

Os produtos em alta cumprem bem o papel de atrair atenção e tráfego qualificado para a loja, mas raramente devem operar de forma isolada.

Ao estruturar o mix de produtos, o lojista precisa enxergar esses itens como gatilhos de entrada, conectando-os a produtos complementares que resolvam necessidades adjacentes do consumidor.

Essa lógica permite aproveitar o interesse inicial para ampliar a jornada de compra, oferecendo soluções completas em vez de vendas pontuais.

Se o mix é pensado de forma estratégica, itens de compra recorrente e produtos de maior margem passam a sustentar o faturamento com o decorrer do tempo.

Combos inteligentes, variações de uso e sugestões personalizadas ajudam a elevar o ticket médio sem aumentar a dependência de aquisição constante de novos clientes.

Além disso, essa abordagem fortalece a percepção de valor da marca, favorecendo a recompra e criando um relacionamento mais duradouro com o consumidor.

Onde vender produtos em alta: marketplace ou loja própria?

A escolha do canal de venda pode aumentar ou diminuir o potencial de crescimento e a rentabilidade de produtos em alta.

Entender o papel de cada ambiente ajuda o lojista a criar estratégias mais eficientes, alinhando alcance, margem e relacionamento com o cliente ao estágio do negócio.

Os marketplaces funcionam como grandes vitrines digitais, capazes de acelerar a exposição de produtos em alta sem exigir investimentos iniciais robustos em mídia.

loja na shopee
Exemplo de um loja no marketplace Shopee

A demanda já existente nesses ambientes reduz a fricção de entrada e facilita a validação rápida de itens com potencial, especialmente para quem busca volume e giro.

Em contrapartida, a disputa por preço é intensa, as regras são rígidas e as taxas impactam a rentabilidade, além de limitar o acesso a dados estratégicos sobre o comportamento do consumidor.

A loja virtual própria, por outro lado, oferece autonomia total sobre precificação, experiência de compra e comunicação da marca.

loja ambrô
Exemplo de loja virtual própria – Ambrô

Esse controle permite trabalhar margens mais saudáveis, desenvolver estratégias de relacionamento e explorar recorrência sem depender de intermediários.

Embora exija maior esforço em atração de tráfego, a loja própria transforma produtos em alta em ativos de longo prazo, fortalecendo a base de clientes e reduzindo a dependência de canais terceiros.

Como estruturar sua loja virtual para vender produtos em alta

Vender produtos em alta exige uma loja virtual preparada para absorver picos de demanda sem comprometer a experiência do cliente.

Isso começa por uma navegação clara, categorias bem definidas e páginas de produto que respondam rapidamente às dúvidas do consumidor.

Descrições objetivas, mas completas, imagens de alta qualidade e informações transparentes sobre prazo, frete e trocas reduzem atritos e aumentam a taxa de conversão, principalmente quando o cliente já chega decidido a comprar.

Em cenários de alta concorrência, esses detalhes são determinantes para não perder vendas no último clique.

Ademais, o processo de compra precisa ser simples e fluido, com checkout rápido e integração eficiente com meios de pagamento e redes sociais, onde muitos produtos em alta ganham tração.

Plataformas como a Bagy facilitam essa estrutura ao permitir que o lojista organize o catálogo, integre canais de venda e mantenha a operação estável mesmo em momentos de maior volume, sem exigir complexidade técnica.

A Bagy reúne funcionalidades que apoiam a criação e operação de lojas virtuais, incluindo desenvolvimento de site, cadastro intuitivo e ilimitado de produtos, gestão centralizada de pedidos e estoque, além de integrações nativas com marketplaces relevantes do mercado brasileiro, como Shopee, Amazon e Shein.

A solução também oferece checkout otimizado para conversão, com compra simplificada, recursos voltados à redução de abandono de carrinho, conexões com meios de pagamento, frete e ferramentas de análise.

A partir dessa estrutura, o lojista ganha agilidade para escalar o mix, manter consistência operacional e acompanhar o desempenho das vendas de maneira sem complicações.

Tudo isso com uma plataforma simples de usar, pensada para quem quer vender com estratégia, não apenas seguir tendências.

Crie sua loja na Bagy e estruture seu negócio para vender produtos em alta com mais controle e eficiência.

Erros comuns ao escolher produtos em alta para vender

A busca por produtos em alta costuma acelerar decisões no e-commerce, já que o mercado se movimenta rapidamente e cria a sensação de urgência.

Ainda assim, transformar tendência em resultado exige mais critério do que impulso, pois escolhas pouco analisadas tendem a comprometer margem, operação e posicionamento da marca.

É nesse cenário que erros recorrentes passam a se repetir, inclusive entre lojistas com experiência.

Um dos equívocos mais comuns é apostar em modismos sem avaliar a consistência da demanda, a rentabilidade e a conexão real com o público da loja.

Replicar o portfólio de concorrentes também costuma parecer um atalho, mas frequentemente leva à disputa por preço e ao aumento do custo de aquisição, sem diferenciação.

Além disso, ignorar variáveis logísticas e a confiabilidade dos fornecedores gera atrasos, avarias e problemas no pós-venda, afetando a percepção de valor do negócio.

Para tomar decisões inteligentes e lucrativas,

Decisões inteligentes e lucrativas devem ser pautadas em análise de dados de mercado, viabilidade operacional e estratégia.

Identificar produtos em alta é só o primeiro passo.

Principais erros ao apostar em produtos em alta

  1. Seguir modismos sem validar a demanda real
    Apostar em tendências passageiras, sem analisar histórico de busca, recorrência de vendas e interesse sustentável, costuma gerar estoque parado e prejuízo.
  2. Ignorar a margem de lucro
    Muitos produtos em alta atraem concorrência agressiva. Sem calcular taxas, comissões, frete e custos operacionais, o volume de vendas pode não se converter em lucro.
  3. Copiar o portfólio da concorrência sem diferenciação
    Replicar produtos populares sem uma proposta clara leva à guerra de preços e reduz o valor percebido da marca.
  4. Subestimar a complexidade logística
    Produtos frágeis, volumosos ou de difícil reposição exigem uma operação mais robusta. Ignorar esses fatores gera atrasos, avarias e avaliações negativas.
  5. Depender de fornecedores pouco confiáveis
    Falhas no prazo, variação de qualidade ou ruptura de estoque afetam diretamente a experiência do cliente e a reputação da loja.
  6. Não avaliar compatibilidade com o público da loja
    Nem todo produto em alta faz sentido para todos os públicos. Vender algo desalinhado com a proposta da marca dificulta conversão e fidelização.
  7. Apostar tudo em um único produto ou tendência
    Concentrar o faturamento em um item só aumenta o risco do negócio frente a mudanças rápidas de mercado.
  8. Negligenciar o pós-venda e a experiência do cliente
    Produtos em alta vendem rápido, mas a recompra depende de entrega, comunicação e suporte bem estruturados.

Perguntas frequentes sobre produtos em alta

Produtos em alta sempre garantem vendas?

Não. Demanda sem margem, diferenciação ou operação viável não se sustenta.

Vale a pena vender produtos muito concorridos?

Depende da sua capacidade de se diferenciar e competir sem comprometer a margem.

Como saber se um produto está saturado?

Quando há muitos vendedores, disputa intensa por preço e queda na conversão.

É melhor vender produtos tendência ou produtos recorrentes?

Tendência atrai tráfego; recorrência sustenta o faturamento no longo prazo.

Posso começar vendendo apenas um produto em alta?

Sim, desde que ele permita validação rápida e expansão do mix.

Como validar um produto antes de investir em estoque?

Testando demanda com anúncios, pré-venda ou pequenos lotes.

Veja o que você irá encontrar neste artigo

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Por Marina Correa

Graduanda em Letras pela UFMG, atua como Analista de Conteúdo da Commerce SMB (LWSA). Com uma experiência de mais de 4 anos no mercado digital, possui vasto conhecimento sobre empreendedorismo e vendas online. Hoje se dedica a trazer conteúdos de valor para lojistas que desejam aprender mais sobre o universo do e-commerce.

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