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O que é GTIN? Entenda como funciona a identificação de produtos!

Imagem ilustrativa para o que é gtin

Veja o que você irá encontrar neste artigo

GTIN é um código global de identificação de produtos. Em toda a cadeia de suprimentos, esse código pode ser usado para rastrear suas movimentações e identificá-lo em todo o processo — nas vendas, na logística e até na sua circulação em outros países. 

Quem trabalha com e-commerce sabe a importância de controlar tudo que entra e sai do estoque. Por isso, é comum o uso de códigos como o GTIN, que facilitam a gestão. Assim como a Bagy, as plataformas de vendas solicitam esse dado para registrar os produtos corretamente.

O GTIN é um código identificador dos produtos da sua loja, que aparece ao lado do código de barras, além de constar nas notas fiscais. Quem emite é o fornecedor das mercadorias, mas se é a sua própria empresa que produz, deve também gerar esse código.

Bastante usado no comércio, o GTIN costuma gerar muitas dúvidas, porque se confunde com outros diversos códigos usados no controle de circulação de produtos. Por isso, vamos entender melhor agora o que é GTIN e a importância desse identificador nas suas vendas online. Acompanhe!

O que é GTIN?

GTIN é um código identificador de itens comerciais com numeração única e reconhecido internacionalmente. Significa Global Trade Item Number ou Número Global do Item Comercial. 

O código GTIN aparece próximo ao código de barras em qualquer produto que circule em uma cadeia de suprimentos, desde a produção até a venda. Se você pode pedir, precificar ou faturar um item, é necessário registrar um código GTIN para ele.

O GTIN codifica-se no código de barras, que contém as informações sobre o produto. Assim, ao receber uma mercadoria no armazém ou organizar itens no supermercado, o usuário pode ler o código de barras e saber a procedência e o fabricante do produto.

Os GTINs são uma família de códigos, que pode ter 4 formatos ou tipos diferentes (mais adiante vamos conhecê-los melhor). Anteriormente, eles eram chamados de EAN, um padrão ainda em uso em alguns países. Por isso, ainda se usa essa nomenclatura ou o termo GTIN/EAN para se referir a eles.

Diferenças entre GTIN, EAN, UPC e SKU

Para controlar as movimentações de produtos na cadeia de suprimentos, o comércio pode adotar vários códigos. Mas cada código tem uma origem e cumpre um papel diferente. Para você não se confundir mais, vamos ver agora a diferença entre eles:

  • GTIN (Global Trade Item Number ou Número Global de Item Comercial): é um código identificador global. Utilizado para identificar os produtos ao longo de toda a cadeia de suprimentos. Composto apenas por números (a quantidade de dígitos varia conforme o formato).
  • EAN (European Article Number ou Número Europeu do Artigo): é um código identificador amplamente usado na Europa e em muitos outros países. Também serve para identificar produtos na cadeia de suprimentos, geralmente consistindo em 13 dígitos numéricos.
  • UPC (Universal Product Code ou Código Universal do Produto): é um código utilizado nos Estados Unidos e no Canadá (onde o EAN não é aceito) para identificar produtos de consumo. Composto por 12 dígitos, apenas números.
  • SKU (Stock Keeping Unit ou Unidade de Manutenção de Estoque): é um código criado pelo próprio lojista. Utilizado para identificar os produtos no controle de estoque, incluindo variações de tamanho, cor e modelo. Composto por diferentes caracteres e quantidade de dígitos.

Você pode perceber que cada código desempenha uma função específica, embora as pessoas frequentemente os utilizem como sinônimos.

Escolha o tipo de código adequado para as suas necessidades:

O GTIN é um identificador global, com diferentes formatos, que variam conforme a quantidade de dígitos. O código de 13 dígitos (GTIN-13) segue a mesma numeração do EAN, enquanto o de 12 dígitos (GTIN-12) segue o UPC. No entanto, o Brasil adota o GTIN como padrão, que veio para substituir os outros e uniformizar a identificação. É nesse código que você deve focar.

Muita gente se pergunta também se pode utilizar o GTIN como SKU no seu controle de estoque. No entanto, eles têm estruturas diferentes que cumprem diferentes papéis. 

Enquanto o GTIN identifica, apenas com números, a empresa detentora da marca e o registro do produto, o SKU é um código alfanumérico que registra características dos itens, como tamanho e cor. Visualmente, é mais fácil identificar um produto olhando para o SKU do que para o GTIN.

Além disso, o GTIN é emitido pelo proprietário da marca e deve seguir padrões internacionais, gerenciados por uma organização externa. Já o SKU é definido pelo lojista, conforme os seus produtos e a sua organização interna, sem padronização nem controle externo.

Como é a estrutura do código GTIN?

O GTIN pode ter diferentes formatos, de acordo com a quantidade de dígitos do código. Para você entender melhor os tipos de GTIN que existem, vamos mostrar primeiros como funciona a estrutura do código, que é formada por diferentes componentes:

  • Prefixo da empresa: é a identificação da empresa gerada pela GS1 (responsável por gerar o GTIN) no momento da sua filiação à organização;
  • Referência do item: é a numeração específica do produto, definida pela GS1 em combinação com o prefixo da empresa.
  • Dígito verificador: é o último dígito do código, que garante a sua validação e autenticidade.
  • Indicador: número de 1 a 8 que indica o nível de embalagem (primária, secundária etc.), usado apenas no formato GTIN-14.

O prefixo da empresa antecede o número de referência do item na estrutura do código. Mas é importante entender que eles podem variar de tamanho: no Brasil, os prefixos de empresa podem ter de 7 a 11 dígitos, enquanto a referência do item pode ter de 1 a 6 dígitos.

Portanto, não há uma quantidade exata de itens — tudo vai depender da combinação entre eles e da numeração definida pela GS1 no momento do licenciamento.

Conheça os tipos de GTIN 

Agora, vamos ver agora quais são os tipos de GTIN, conforme o seu formato e estrutura:

GTIN-8

É formado por 8 dígitos. Como é o formato com menos quantidade de dígitos, costuma ser usado para identificar produtos pequenos, que não comportam o habitual código de barras de 13 dígitos.

Para utilizar esse padrão, o produto deve ser retangular ou quadrado (com área total inferior a 80 cm²) ou cilíndrico (com diâmetro inferior a 30 mm), ou a área da etiqueta deve ser menor que 40 cm².

A estrutura do GTIN-8 é composta assim:

  • Os 7 primeiros dígitos são o prefixo da empresa e a referência do item;
  • O último é o dígito verificador.

GTIN-12

É formado por 12 dígitos, também chamada de UPC. É utilizado exclusivamente para identificar produtos comerciais. Sua estrutura fica assim:

  • Os 11 primeiros dígitos são o prefixo da empresa e a referência do item;
  • O último é o dígito verificador.

GTIN-13

É formado por 13 dígitos. É o formato mais utilizado, tanto nas vendas físicas quanto no e-commerce. Seguindo a mesma lógica do GTIN-8 e GTIN-12, o GTIN-13 tem a seguinte estrutura:

  • Os 12 primeiros dígitos são o prefixo da empresa e a referência do item;
  • O último é o dígito verificador.

GTIN-14

É formado por 14 dígitos. O GTIN-14 costuma ser usado para identificar caixas de embalagem que tenham unidades dos mesmos produtos. Geralmente não é lido no ponto de venda. Sua estrutura é assim:

  • O primeiro dígito é o indicador do nível de embalagem;
  • Os 12 dígitos seguintes são o prefixo da empresa e a referência do item;
  • O último é o dígito verificador.

Para que serve o GTIN?

A padronização fornecida pelo GTIN é um benefício tanto para lojistas quanto para consumidores. A seguir, vamos entender melhor para que serve esse código identificador e quais vantagens ele oferece.

Identificação de produtos

O GTIN tem a função de identificar os produtos em toda a cadeia de suprimentos. Por onde o item circular, ele vai estar identificado. Essa é a sua função básica. Dessa forma, quem ler o código de barras vai saber de onde aquele produto é, mesmo que ele circule por diferentes países.

Gestão de estoque

Outra função importante do GTIN é facilitar a gestão de estoque. Afinal, trata-se de um código único, que evita a duplicidade de cadastros. Dessa forma, você pode inserir o código na plataforma de gestão de estoque, e a plataforma registrará automaticamente todas as movimentações desse produto, como recebimento, venda, devolução, etc.

Emissão de notas fiscais

O GTIN é importante para a emissão de notas fiscais. O preenchimento do campo GTIN nas notas fiscais eletrônicas passou a ser obrigatório a todos os segmentos da economia a partir de junho de 2023. Portanto, é uma obrigação fiscal, que permite à Receita aprimorar a comunicação entre contribuintes e Fisco. 

Verificação de autenticidade

Para consumidores e lojistas, o código GTIN também serve para verificar a autenticidade de um produto. Um item sem esse código não pode ter sua procedência verificada e, portanto, pode não ser uma compra confiável.

Além disso, para o consumidor online, o GTIN pode ser uma forma de verificar se o produto que ele comprou no e-commerce é o mesmo que recebeu na entrega. Dessa forma, o comprador pode ter mais confiança na hora de comprar. 

Venda em e-commerce e marketplaces

Se você tem uma loja virtual, cadastrar o código GTIN no cadastro de produtos facilita a integração com outras ferramentas. Na Bagy, por exemplo, você pode integrar a loja com os melhores ERPs, como Bling e Tiny. Então, com o GTIN cadastrado, é possível gerenciar o estoque e a movimentação dos produtos de forma simples e automatizada.

Além disso, muitos marketplaces, como Mercado Livre, Amazon e Magalu, pedem o preenchimento do campo GTIN no cadastro de produtos para oferecer uma melhor categorização e publicidade dos produtos. Se você integrar a plataforma de e-commerce com o marketplace, como é possível fazer na Bagy, esse dado é transmitido automaticamente.

Criação de anúncios de publicidade

As plataformas de publicidade da internet, como o Google Shopping, orientam que os anunciantes informem o código GTIN dos produtos nos anúncios. Dessa forma, é possível monitorar os resultados da publicidade de forma mais clara e precisa, principalmente no caso de grandes anunciantes, que criam campanhas com grande quantidade de itens.

Quem deve gerar o código GTIN?

Gerar o código GTIN é uma obrigação do proprietário da marca. Uma empresa detentora da marca pode ser o próprio fabricante, mas também o importador, atacadista ou varejista, caso eles encomendem o produto em qualquer país e vendam sob uma marca que pertença a eles.

Se você é lojista e revende produtos de outros fabricantes com a marca deles, não precisa se preocupar com isso. Basta informar o número na emissão de notas fiscais, plataformas de e-commerce, marketplaces e outros usos.

No entanto, se o seu negócio fabrica os produtos que vende ou utiliza uma marca própria nos itens que revende, você deve gerar o código GTIN para registrá-los.

Quem fornece o GTIN?

A GS1 é responsável por fornecer o código GTIN para fabricantes. Presente em 150 países, a empresa é a organização oficial que desenvolve e mantém padrões globais para comunicação empresarial, incluindo os códigos identificadores de produtos.

No Brasil, a GS1 Brasil — Associação Brasileira de Automação é a organização sem fins lucrativos, responsável pelo GTIN.

A empresa garante a conformidade com normas e padrões internacionais de identificação de produtos, além de prestar suporte aos fabricantes na implementação desses códigos. Logo mais, você vai entender melhor como pode gerar o GTIN por meio da GS1.

GTIN na Nota Fiscal

Alguns lojistas podem ficar em dúvida sobre o que é GTIN na nota fiscal, ao olhar a documentação do produto que adquiriu ou preencher os seus dados. Como já vimos, esse código traz informações sobre o fabricante e demonstra a autenticidade do produto em toda a cadeia de suprimentos, até a entrega ao consumidor.

Para o lojista, incluir o GTIN na nota fiscal é uma obrigação fiscal, mas também uma forma de automatizar o controle de estoque e logística e garantir mais precisão no seu rastreamento. Para o consumidor, é uma segurança de autenticidade do produto, já que a pessoa pode conferir se o pedido recebido coincide com o produto que consta na nota fiscal eletrônica.

Como saber o GTIN de um produto?

O GTIN guarda informações sobre os produtos. Por isso, é importante que os lojistas verifiquem esse código nos produtos que recebem para revenda. Para encontrá-lo, basta verificar o código de barras — o GTIN vai estar sempre embaixo dela.

Para consultar os dados do GTIN, você vai precisar de um leitor de código de barras. Pode-se fazer isso manualmente, como é comum em caixas ou terminais de consulta em supermercados, por exemplo, ou virtualmente. É possível ler o GTIN em alguns ERPs, como o Bling, ou nos sites da Receita de alguns estados, como da Sefaz-RS.

Além disso, se você deseja consultar a validade do GTIN, a GS1 oferece uma calculadora de dígito verificador, que realiza um cálculo específico para identificar o verificar. Você deve preencher o código sem o último dígito, e a calculadora vai revelar se o verificador está correto. Assim, você pode saber se aquele código é autêntico.

Passo a passo para gerar o código GTIN

Para gerar o código GTIN dos seus produtos, é preciso se filiar à GS1, que oferece acesso ao Cadastro Nacional de Produtos. É lá que você vai gerar todos os códigos. Primeiramente, para fazer a sua filiação ao GS1, siga os passos:

Acesse o site da GS1 Brasil e faça o cadastro da sua empresa;

  • Faça o pagamento da anuidade e taxa de associação, que variam conforme o número de GTINs a emitir;
  • Após a confirmação do pagamento, você vai receber os dados de acesso ao Cadastro Nacional de Produtos.

Como funciona o cadastro Nacional de Produtos

No Cadastro Nacional de Produtos, você pode cadastrar as informações, importar listas de produtos, gerar etiquetas com código de barras, gerar relatórios, entre outras ações.

  • No primeiro acesso, você deve preencher os campos de usuário e senha e concordar com os termos de uso da licença do CNP;
  • Cadastre os usuários que podem emitir GTINs pela sua empresa;
  • Depois, você já pode cadastrar os produtos por meio dos botões “Importar dados” ou “Cadastrar novo produto”;
  • Ao cadastrar os produtos, você deve selecionar o formato do GTIN;
  • Depois, cadastre todos os dados do produto, como descrição, imagens, marca, idioma, país e estado de origem, tipo de produto, tipo de embalagem, medidas, peso, entre outros;
  • Confirme o termo de responsabilidade e clique em Gerar GTIN.

Pronto, agora você já sabe como gerar o código GTIN. Mas lembre-se de que você só precisa fazer isso se for proprietário da marca do produto. Se você só está revendendo itens de outras marcas, só precisa informar o código nos diferentes usos que você fizer dele.

O código GTIN é fundamental para qualquer empresa que tenha produtos circulando no mercado. Ele garante a conformidade com padrões internacionais e o cumprimento de obrigações fiscais, mas também contribui para a gestão de estoque e para o marketing.

É importante também contar com ferramentas que garantam a integração desses dados entre diferentes plataformas. A Bagy oferece integração com outras diversas ferramentas, inclusive ERPs e marketplaces.

Aproveite para conhecer a plataforma de e-commerce da Bagy!

Marina Correa

Graduanda em Letras pela UFMG, atua como Analista de Conteúdo na Bagy. Com uma experiência de mais de 2 anos no mercado digital, possui vasto conhecimento sobre empreendedorismo e vendas online. Hoje se dedica a trazer conteúdos de valor para lojistas que desejam aprender mais sobre o universo do e-commerce.

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